Os atuais convites de casamento impressos surgiram na Europa, durante a Idade Média. Inicialmente eram feitos à mão por monges.

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Os atuais convites de casamento impressos surgiram na Europa, durante a Idade Média. Inicialmente eram feitos à mão por monges.

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Antes da invenção da imprensa com tipos móveis, por Gutenberg (1447) os casamentos na Inglaterra eram tipicamente anunciados por meio do Pregoeiro: um homem que andava pelas ruas anunciando em voz alta as notícias do dia e comunicados oficiais. A princípio, qualquer um que estivesse ao alcance da voz do pregoeiro poderia fazer parte da celebração!

Durante a Idade Média – época em que o analfabetismo era generalizado – a prática de enviar convites de casamento escritos surgiu entre a nobreza. As famílias ricas contratavam monges, hábeis na arte da caligrafia, para confeccionar seus comunicados. Esses documentos muitas vezes levavam o brasão das armas ou o timbre pessoal do remetente e eram selados com cera para garantir sua autenticidade e inviolabilidade.

A Partir de 1600

Apesar do surgimento da imprensa, as técnicas simples de impressão da época, em que a tinta era simplesmente “carimbada” no papel usando tipos de chumbo, produziam resultados considerados muito pobres para os convites de alta classe. No entanto, a tradição de anunciar casamentos no jornal se estabeleceu neste período.

Em 1642, a invenção da gravura em chapa de metal (ou mezzotint), por Ludwig von Siegen, colocou convites de casamento de maior qualidade ao alcance da classe média emergente. A gravura exigia que um artesão marcasse o texto invertido, à mão, em uma placa de metal, usando uma ferramenta de escultura. A placa era então usada para imprimir o convite.

Os convites gravados eram protegidos de manchas por uma folha de papel de seda colocado em cima, uma tradição que permanece até hoje. Na época, a confecção de convites de casamento era mais elaborada – e trabalhosa – que hoje. Normalmente, o nome de cada convidado era impresso individualmente no convite.

Apesar das dificuldades, mais e mais casais adotavam a prática de enviar convites impressos personalizados, de forma a controlar melhor a quantidade e a origem dos convidados do casamento, tornando o evento cada vez mais privativo e familiar.

A Revolução Industrial

Após a invenção da litografia por Alois Senefelder, em 1798, tornou-se possível a produção com tinta bastante nítida, sem a necessidade de gravação. Isso abriu o caminho para o surgimento de um verdadeiro mercado de convites de casamento em massa. No entanto, os convites ainda eram entregues em mãos e a cavalo, devido à falta de confiabilidade do sistema postal nascente. Um “envelope duplo” era usado para proteger o convite de danos a caminho de seu destinatário. Esse costume se mantém até hoje, apesar dos avanços em termos de confiabilidade postal.